quinta-feira, 3 de abril de 2014

Deputado Rogério Correa denuncia desapropriação de terras para mineroduto no Vale do Jequitinhonha

O mineroduto pretende passar pelos municípios de Grão Mogol, Padre Carvalho, Fruta de Leite, Novorizonte, Salinas, Taiobeiras, Curral de Dentro, Berizal e Águas Vermelhas.

Foto: arquivoDeputado denuncia desapropriação de terras para mineroduto no Jequitinhonha
O mineroduto com extensão de 490 quilômetros vai levar o minério de ferro de Grão Mogol, Região Norte de Minas, até o Porto Sul

O deputado Rogério Correia (PT)  protocolou na Assembléia Legislativa de Minas, um requerimento de audiência pública para debater os impactos ambientais de um decreto estadual que declarou de utilidade pública terrenos situados em nove municípios, sendo oito do Vale do Jequitinhonha.

 O decreto do Governo Anastasia, com numeração especial 30, de 22 de janeiro deste ano, coloca mais de 300 km  de terras desses municípios,  à disposição da empresa Sul Americana de Metais S.A. (SAM), para a construção do Mineroduto Projeto Vale do Rio Pardo.

 O mineroduto pretende passar pelos municípios de Grão Mogol, Padre Carvalho, Fruta de Leite, Novorizonte, Salinas, Taiobeiras, Curral de Dentro, Berizal, no Vale do Jequitinhonha e Águas Vermelhas no Norte de Minas.

 "Esse projeto assemelha-se ao do mineroduto Minas-Rio que vem causando transtornos à população que habita as áreas onde este está sendo implantado". disse o deputado em pronunciamento na tribuna da Assembléia.

Segundo o deputado, o projeto do Mineroduto Vale do Rio Pardo, além do risco de contaminação do lençol freático, deve levar em consideração o grande volume de água utilizado no processo de lavagem e beneficiamento do metal em uma das regiões mais secas do estado.

A empresa SAM tem autorização do governo Anastasia para captar preventivamente da barragem de Irapé  974,4 litros por segundo (24 horas por dia).
“São 30,7 milhões de metros cúbicos por ano. Significa 30,7 milhões de caixas d’água de mil litros! Quase a mesma quantidade de água que consome o município de Montes Claros (1.074L/s). 12 vezes mais que o município de Salinas. 69 vezes mais que Grão Mogol”, denunciou na tarde desta terça-feira (2) o deputado Rogério Correa.

Os minerodutos são tubos que transportam minério de ferro até o local do beneficiamento, através de um sistema de transporte que demanda a utilização de um grande volume de água, muitas vezes de boa qualidade. Essa prática, contudo, tem sido alvo de críticas por colocar em risco o abastecimento de água de comunidades rurais e de municípios inteiros.
O projeto do Mineroduto Vale do Rio Pardo, além do risco de contaminação do lençol freático, deve levar em consideração o grande volume de água utilizado no processo de lavagem e beneficiamento do metal em uma das regiões mais secas do estado. 
Minério de ferro
  
O projeto faz parte do investimento de cerca de R$ 3,6 bilhões, que inclui a produção de 25 milhões de toneladas de minério de  ferro.

Será construído um mineroduto com extensão de 490 quilômetros para levar o minério de ferro de Grão Mogol, Região Norte de Minas, até o Porto Sul, em Ilhéus (BA).

O mineroduto será implantado pela Sul Americana Metais (SAM), subsidiaria da Votarantim Novos Negócios (VNN), uma das empresas que investem na exploração mineradora na região.

Fontes: site do deputado estadual Rogério Correa, ALMG e Gazeta de Araçuai

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