sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Responsável por loteamento de Turmalina usa dados falsos para obter licença ambiental


CompartilhaUm loteamento particular de luxo – com previsão de ter uma pista de motocross e um haras dentro de uma área de preservação – passou pela aprovação dos órgãos ambientais mesmo com informações falsas no processo. O terreno onde será erguido o empreendimento é da Prefeitura de Turmalina, no Vale do Jequitinhonha, que informou, segundo documentos acessados pela reportagem, que não seria necessário cortar nenhuma árvore, mesmo se tratando de uma área de cerrado virgem, com diversas plantas nativas. O caso expõe a fragilidade da legislação ambiental envolvendo projetos menores, mas que podem trazer um grande impacto ao meio ambiente.
O loteamento Fazenda do Tatá possui 70 hectares e fica às margens do ribeirão Lourenço, manancial que já abasteceu a cidade. Por isso, uma parte do terreno está em Área de Preservação de Permanente (APP).
Área verde com várias espécies de árvores nativas em Turmalina foi cedida para construção de empreendimento imobiliário – Foto: Arquivo Pessoal
A autorização para as obras foi obtida no fim de 2012. Como se tratava de um empreendimento considerado de baixo impacto, o licenciamento foi concedido por meio de Autorização Ambiental de Funcionamento (AFF). Nesses casos, não há previsão de visita de técnicos da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) e a liberação depende da declaração de quem faz o pedido.
Dados falsos
No entanto, informações falsas foram colocadas pela Prefeitura de Turmalina no documento oficial para avaliação do empreendimento. Segundo o Executivo, não seria necessário nenhum corte de árvore. No questionário, foi informado ainda que não se trata de uma área de proteção. Outra informação falsa era que o terreno estava na área urbana da cidade, o que não procede.
Mesmo com os dados incorretos, a Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supram) Jequitinhonha autorizou o loteamento sem fiscalização ou conferência. O empreendimento só foi paralisado dez meses após o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pedir à Supram uma fiscalização. A vistoria constatou as irregularidades, conforme relatório obtido pelo Jornal O TEMPO. A essa altura, o desmatamento já havia começado. Atualmente obra está interditada.
Para o ex-diretor regional de apoio operacional da Supram Jequitinhonha, Mário Alves, o caso expõe o sucateamento dos órgãos ambientais que não conseguem fazer visitas técnicas, dando autorizações apenas com procedimentos burocráticos, sem confirmar se os dados são verdadeiros. “Não conseguimos realizar nenhuma conferência in loco em casos como esse. Não há equipe que dê conta de cumprir todas as demandas. Esse caso foi descoberto graças a denúncias, mas pode haver dezenas de outros”.
Saiba mais
- Estrutura: O empreendimento teria 80 lotes, uma pista de motocross, um haras e um espaço de lazer coletivo. Apesar de serem lotes da Prefeitura de Turmalina, não havia nenhum programa social envolvendo os terrenos, pois se tratava de um projeto de luxo. Os lotes seriam doados a pessoas indicadas pelo prefeito.
- Pequizeiros: Durante a vistoria realizada pelos técnicos da Supram, foram constatados vários níveis de desmatamento, inclusive de vários pés de pequi – protegidos por lei estadual. A multa pelo corte é de R$ 300 por árvore da espécie.
- Silêncio: A Prefeitura de Turmalina não se posicionou até a última semana.
Semad joga culpa para a prefeitura
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad) informou que a Autorização Ambiental de Funcionamento (AFF) é uma forma de agilizar empreendimentos de baixo impacto ambiental, e confirmou que, nesses casos, não há visitas de técnicos.
A assessoria da pasta destacou que as visitas só acontecem em casos excepcionais e jogou a responsabilidade para a Prefeitura de Turmalina, que pode ser punida nas esferas administrativa, civil e penal pelas irregularidades. “A responsabilidade pelas informações prestadas no âmbito do requerimento de AAF é exclusiva do empreendedor, estando sujeito a sanções nas esferas cível, penal e administrativa”, destacou.
Os gestores da Prefeitura Turmalina podem ser multados e responder por crime ambiental, e ainda pagar indenizações.
Fonte: O Tempo

Caminhão invade a rodoviária de Serro e mata criança


Caminhão invadiu a rodoviária de Serro – Foto: Internauta Lete Nunes / Facebook
Segundo informações da Polícia Militar (PM), o veículo atropelou Júlia Silva Braz, que ficou gravemente ferida e veio a óbito no local. A menina teve as duas pernas amputadas e vários ferimentos pelo corpo.
A avó dela, Nair Domingos da Silva, de 64 anos, sofreu escoriações nos joelhos, mãos, hematomas na cabeça e ferimentos na boca. Já Valcelino Teodoro dos Santos, de 82 anos, apresentava suspeita de traumatismo craniano. Os dois idosos foram encaminhados para atendimento médico na Casa de Caridade Santa Tereza e posteriormente foram transferidos para um hospital de Diamantina.
Ainda segundo a PM, testemunhas contaram que ao perceber que o caminhão iria bater, o condutor, identificado como Ailton José Rocha, de 43 anos, saltou da cabine e saiu correndo do local sem prestar socorro às vítimas. Conforme a Polícia, a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria AB do motorista está vencida desde 2009. Ele também não possui a habilitação na categoria C, necessária para condução do veículo envolvido no acidente.
A Perícia Técnica foi acionada e após os trabalhos de praxe, o corpo foi levado para o Instituto Médico Legal (IML). A Polícia realiza rastreamentos com intuito de localizar o motorista. As causas do acidente serão apuradas pela Polícia Civil do Serro.
Pilastra impediu tragédia maior
Segundo moradores, no momento do acidente, a rodoviária estava cheia e, se o caminhão não tivesse parado ao bater em uma pilastra, poderiam haver outras vítimas.
“Estava na padaria quando escutei um barulho forte e, em seguida, vi muita fumaça. Fui lá ver o que tinha acontecido e encontrei o senhor já caído. A menina estava debaixo do caminhão”, contou um comerciante, que pediu para não ter o nome divulgado.
Ainda conforme o proprietário da padaria, o motorista, que possui um sacolão, estava a caminho do comércio quando o acidente aconteceu.
“Ele chegou de viagem hoje. Tinha ido à Ceasa de Contagem para comprar verduras. Depois de dormir, resolveu ir para o sacolão e passou pela praça. Ele sempre passava por outra rua”, disse o comerciante.
Garota voltava da escola quando foi atropelada
Familiares contaram aos policiais que Júlia voltava da escola quando o acidente aconteceu. De acordo com o tenente Roger Vinícius Silva, a menina estava esperando o pai.
“Populares disseram que a menina foi a um bar fazer um lanche com a avó enquanto esperavam o pai dela chegar. Elas resolveram parar na porta da rodoviária e, minutos depois, o caminhão apareceu desgovernado”, disse o policial.
O corpo de Júlia, que era aluna Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), deve ser sepultado nesta sexta-feira (12).
Caminhão invadiu a rodoviária de Serro – Foto: Divulgação / Polícia Militar

Caminhão invadiu a rodoviária de Serro – Foto: Divulgação / Polícia Militar

Caminhão invadiu a rodoviária de Serro – Foto: Divulgação / Polícia Militar

Caminhão invadiu a rodoviária de Serro – Foto: Divulgação / Polícia Militar
Fonte: O Tempo / Aconteceu no Vale

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Nesta quaresma, conheça a lenda do Bicho de Pedra Azul

Bicho de Pedra Azul 
ainda assusta muita gente
Nos tempos de antigamente, as crianças cresceram ouvindo lendas contadas pelos mais velhos. Assustava as crianças e até mesmo os adultos.

Uma das mais famosas no Vale do Jequitinhonha é o Bicho de Pedra Azul.

A jovem repórter Lauren Antunes se lembrou de uma antiga lenda em sua família. A lenda fala sobre o “O bicho da Fortaleza”.
 É a história de um bicho da cidade de Pedra Azul (antiga Fortaleza), por isso o nome.
Diz a lenda que Joaquim Antunes, um rico fazendeiro, tinha a obrigação de cuidar de todo um rebanho em sua fazenda usando uma mula para o trabalho. 
Certo dia a mula após todo um dia de trabalho estava muito cansada, porém mesmo assim Joaquim insistiu em selar o animal para ir passear. 
Sua mãe revoltada com a atitude tirou a sela da mula e tocou o animal para o curral. Joaquim então ficou furioso e xingou a mãe. Como se não bastasse ele selou a própria mãe e foi montado nela até a cidade, batendo muito na pobre senhora. 
Um tempo depois, Joaquim morreu, porém sua mãe continuou viva. Mas certo di, quando o caixão foi aberto, notou-se uma pelugem sobre os ossos como só um animal teria. 
E desde entã, diz a lenda que o Bicho de Pedra Azul sai do caixão para assustar as pessoas e arrancar as cabeças de cachorros rua afora, para tentar se livrar um pouco da raiva que passa.
A cidade do Médio Jequitinhonha, no nordeste de Minas,  ficou famosa com esta lenda, passada de geração em geração.

Veja o video do Terra de Minas, da TV Globo:
  1. Pedra azul bicho da carneira - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=bVo-gDfUinQ
     
    27/03/2012 - Vídeo enviado por Juary Pereira moreira
    Conheça Pedra Azul um século de história como município by Simão ... O Bicho de Pedra Azul - GTA San ...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Carnaval de Minas Novas: Bloco Magalhães anima e resgata carnavais populares

Bloco Magalhães desfila alegria, cantando a água, a dona da vida.

Arte: Vânia Beatriz e Raquel Magalhães

O carnaval de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, nordeste de Minas, vem se remodelando, com o surgimento de Blocos, como existia nos antigos carnavais.


O Bloco Magalhães tem sido o protagonista do surgimento de blocos e animação de rua no carnaval da cidade. 


No sábado, 06.02, como acontece há 10 anos, mais de 200 foliões saíram dançando e cantando marchinhas, frevos e sambas, animado por um minitrio elétrico, com uma banda formada pelos músicos do lugar Dalton Magalhães, Vânia Beatriz, Liu Evangelista, Bravaloka, Arlindo Ziriguidum e Juninho Silva.



Mensagem do Bloco Magalhães:
Com o objetivo de resgatar e valorizar as tradições do carnaval de Minas Novas, o Bloco este ano cai na folia com alegria, trazendo o tema “DENTRO DE MIM CORRE UM RIO”.
O referido tema chama o folião para uma viagem dentro de si, uma reflexão sobre a atualíssima questão da água, que afeta todo o planeta, da poluição dos rios, do descuido do homem com a natureza e da nossa responsabilidade sobre a seca e a morte dos nossos rios.



O local de concentração, na Rua do Mercado, na casa da Dalma Magalhães e no Resturante Popular Dona Áurea, começou a receber os participantes que chegavam vestidos com as camisetas com a temática"Dentro de mim corre um rio". Foram mais de 30 estampas diferentes que registram  a questão da água e da seca, na região.



O tema água chamou chuva, pois pouco antes da saída do Bloco, uma chuvinha caiu para refrescar e animar mais ainda os foliões.




Durante o dia, as irmãs Deyse, Dária e Carminha Magalhães davam os retoques em algumas fantasias. 



Dalton e Zé Antônio Magalhães, junto com o pessoal da Banda, arrumavam o trio. Muita gente chegando de viagem, indo buscar a fantasia e o abraço de boas vindas dos amigos.



Por volta das 20 horas, vinha pingando gente alegre por todos os lados. O trio elétrico puxava o som das músicas de carnaval que levava alguns a dar passos de frevo e samba.


Por volta das 21:15 h, a banda puxou sambas e frevos que agitava a galera. 

Quando o trio começou a se mover, a alegria era geral. 


Zé Pinheiro, com a companheira Flávia Mota, ria atoa. Estavam felizes pelo encontro com os amigos, através da música e do genuíno carnaval popular. Ângela de Dona Adir, que mora há décadas em Teófilo Otoni, lembrava que, há 10 anos, não brincava o carnaval. Voltava com energia, com a força do Bloco.



Marília Jardim, de Coronel Murta, estava alegre, dançando e cantando, dando risadas o tempo todo. É gritava: "É bom demais!"




Todos da família Magalhães se sentiam fulgurantes. Deyse, Carminha, Doris, Dalma e Dária se juntavam a filhos, companheiros e amigos, cantando a plenos pulmões. 


Dalton dava o tom no comando da banda que fervia quando puxava o frevo "Carnaval Bom demais de Minas Novas!". Geraldo de Isaías falava emocionado do papel da família Magalhães na animação do carnaval da cidade.E destacava que o Bloco participou da pré-temporada, em Belo Horizonte, durante  3 fins de semana seguidos.




Pelas ruas da cidade
Quando o Bloco juntou cerca de 200 pessoas, deu saída na rua do Mercado, passando pela Praça dos prédios históricos da Prefeitura e Banco do Brasil, subindo a ladeira, em direção à Avenida Waldemar César Santos.
A cada momento entrava mais gente no cordão da folia. 


Assim foi, abrindo o Carnaval Bom Demais de Minas Novas. Os frevos, marchinhas e sambas também lembravam histórias de antigos carnavais. A música de Dalton Magalhães que virou hino e slogan da folia da cidade agitava quem dançava na avenida e quem assistia nas calçadas.



Quem se encaminhava para o encontro do grande trio elétrico, no Alto da Gruta, fazia festa, engrossando as brincadeiras.



O Bloco foi até a Gruta, descendo a Avenida, esperando o grande trio elétrico, com Reinaldinho, do Terrasamba, abaixo da Igreja do Rosário, onde continou como o carnaval frevado e animado de Minas Novas.



Ali, Dalton e Vânia  falaram sobre a temática da água que o Bloco quis registrar. A água, a dona da vida, irrigava os corações e mentes de todos, de tanta gente que buscava viver, conviver, comemorar e saudar a alegria,  com danças e músicas.
E lembrou que, em todos os anos, o Bloco sai com uma temática social e cultural.



O desfile terminou ali, com muito suor encharcando as fantasias, com abraços, risos de alegrias e exclamações: "Bom demais, né?". Com confirmação de todxs: "Foi demais"!




Leia mais sobre o Bloco Magalhães, acessando os links:


Veja o video da saideira em Belo Horizonte:
Balaio apresenta: Bloco Magalhães em BH



O Bloco Magalhães surgiu em Minas Novas e está presente no Carnaval da cidade há 10 anos... 
Em 2016, pela primeira vez no Carnaval de BH! O bloco saiu em cor...
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Filho reencontra o pai em Coronel Murta após 25 anos de procura

Após 25 anos de procura, o músico Carlos Adenilson Andrade de Sousa, de 27 anos, residente em Montes Claros, na região Norte de Minas, não imaginava que iria encontrar o pai, Jurandir Marcelino de Sousa, de 47 anos, através de uma receita de óculos emitida por um oftalmologista em Coronel Murta, no Vale do Jequitinhonha, onde o pai reside há 10 anos.

“Um amigo que trabalha em uma ótica em Montes Claros viu a receita. Ele sabia que eu procurava por meu pai e ao ver o sobrenome, decidimos investigar mais. Cruzamos os dados e acabei descobrindo o paradeiro dele”, relembra o músico emocionado, ao se encontrar com o pai, há cerca de uma semana em Coronel Murta.
“Ninguém sabia o paradeiro dele, mas eu nunca perdi a esperança de encontra-lo. Procurei em sites de desaparecidos e sempre buscava informações”, conta o jovem, que tinha 2 anos, quando o pai se separou da mãe, em Montes Claros.
Filho reencontra o pai em Coronel Murta – Foto: Gazeta de Araçuaí

O pai conta que após a separação, “caiu no mundo” e ficou todo esse tempo sem dar noticias para a família. “Creio até que eles pensaram que eu tinha morrido. Morei em Paracatu, Noroeste do estado, e finalmente em Josenópolis, onde conheci minha atual mulher”, lembra o pedreiro e agricultor Jurandir Marcelino, hoje casado com dona Lourdes Ferreira, também de 47 anos, com quem tem dois filhos, de 8 e 3 anos, uma enteada de 19 e um neto de 1 ano e 3 meses.
Residente em uma rua do Bairro Palmeiras, em Coronel Murta, poucos sabiam da história emocionante do pedreiro, que nasceu na zona rural de Coração de Jesus, a 100 km de Montes Claros, e onde ainda reside a primeira mulher, mãe de Carlos Adenilson.
O caso veio à tona às vésperas do Natal do ano passado, depois que o chefe do escritório local da Emater em Coronel Murta, Ricardo Froés, amigo do pedreiro, tomou conhecimento da história em uma sapataria em Montes Claros, cidade que o pai dele é vice-prefeito. “O dono da sapataria ao saber que eu morava em Coronel Murta, perguntou se eu conhecia o Jurandir e falou que o filho dele o procurava há 25 anos. Acabei fazendo a ligação entre pai e filho”, disse Fróes.
“Eu já sabia desde agosto que ele estava vivo e morando em Coronel Murta e chegamos até a ter um encontro tímido em Montes Claros”, disse o músico.
“Eu nunca perdi a esperança de reencontrar o meu primeiro filho, porém, minhas condições financeiras não permitiam que eu o procurasse.”, afirma o pedreiro, que atualmente frequenta uma igreja evangélica da cidade.
“Minha mãe casou novamente e teve dois filhos. Meu receio era com a reação das famílias. Estou muito feliz de conhecer minhas irmãs aqui em Coronel Murta.”, conta o músico.
Filho reencontra o pai em Coronel Murta – Foto: Gazeta de Araçuaí

Filho reencontra o pai em Coronel Murta – Foto: Gazeta de Araçuaí
Fonte: Gazeta de Araçuaí

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Carnaval de Minas Novas: Gilmelândia quer arrastar 20 mil atrás do trio elétrico

Em 2015, Gil arrebentou no carinho com as crianças. de Minas Novas.

Gilmelândia arrasta multidão em Minas Novas.


O carnaval de Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha, tem tradição de arrastar multidões, atrás do trio elétrico. Foi assim, no sábado, com Reinaldinho, do Terra Samba, e neste domingo, com Gasparzinho. A Polícia Militar calculou que a multidão esteve em torno de 15 mil pessoas.

Nesta segunda-feira, são esperados cerca de 20 mil pessoas, que cantarão e dançarão ao som, voz e alegria de Gilmelândia, que esteve no carnaval de Minas Novas, no ano passado.


O carnaval Bom Demais de Minas Novas fica cheia de gente. principalmente de jovens.vindo de todos os cantos. Das cidades vizinhas de Capelinha, Turmalina, Berilo, Chapada do Norte, Araçuaí, Itamarandiba, Novo Cruzeiro e outras mais distantes como Guanhães, Diamantina e Teófilo Otoni.De Belo Horizonte e outras grandes cidades chegam caravanas de carnavalescos de minasnovenses ausentes da terra. Aproveitam para rever amigos e parentes.

No ano passado, Gilmelândia chegou atrasada, comçando a cantar às 4 da manhã. O povo esperou e se agitou, cantando suas músicas mais conhecidas quando participava da Banda Beijo como "Apaixonada", "Peraê", e "Bate Lata", além de "Maionese" , "Chegou o verão" e muitas outras que gosta de cantar com a Banda Vixe Mainha.. No domingo, 

Carnaval de Minas Novas, um dos mais tradicionais em Minas



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Minas Novas realiza um dos mais tradicionais carnavais do interior de Minas Gerais. Todos os anos, milhares de pessoas são arrastadas pela rua principal da cidade ao som do axé.

A folia começa com uma concentração em frente ao Estádio Pequizão, bem no alto da Avenida Waldemar César Santos. Por volta da meia noite o trio elétrico começa a descer a ladeira, passando pela igreja do Rosário, um belo cartão postal da cidade, até chegar a Praça da Câmara Municipal, onde a festa continua até o amanhecer do dia.De sexta-feira até ontem, várias atrações animaram os foliões. 

Durante os quatro dias, a programação da festa momesca também teve shows com bandas locais, muita diversão na Barragem das Almas, Mercado do Samba, matinês e o carnaval da melhor idade.
Quatro blocos caricatos, saem todos os dias. No sábado, saiu o Bloco Magalhães. No domingo, dois bloquinhos se juntaram e levaram mais de mil pessoas até o Mercado do Samba. Hoje, segunda-feira, o bloco Vai quem quer, do jeito que pode, anima as ruas da cidade.
Em novo post, este bloco publicará sobre a movimentação dos Blocos.

Estudante de Vale do Jequitinhonha tira nota 1.000 no ENEM

Aluno do IFNMG nota 1000 na redação do Enem segue na busca de seu sonho


Estar entre o seleto grupo de 104 estudantes de todo o país que tiraram nota máxima na redação do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) – entre as 5,7 milhões de pessoas que fizeram a prova – e ter conseguido bom desempenho nas demais provas do Exame deram a Sávio Oliveira Porto mais confiança para continuar em busca de seu sonho: estudar Medicina na UFMG. 
Recém-formado no curso técnico em Zootecnia, integrado ao ensino médio, pelo Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG) Campus Almenara, Sávio agora vai morar em Belo Horizonte e fazer cursinho preparatório.
Natural de Rio do Prado e com 18 anos recém-completados, Sávio estudou todo o ensino médio no Instituto. Segundo ele, o IFNMG e os professores contribuíram muito para esse resultado, sobretudo com relação à aprendizagem dos fatores de textualidade, coesão e coerência, e das normas gramaticais. E, pessoalmente, o diferencial foi à prática semanal e o compartilhamento das redações com colegas e professores. 
“Para fazer a redação tem que ter muita prática, muito conhecimento de mundo e muita leitura, principalmente de atualidades e de redações nota mil de edições anteriores do Enem. Eu fazia três redações por semana e trocava com amigos por um grupo no Facebook”, ressalta.

Fonte: Aconteceu no Vale

Minas Gerais é berço de importantes e centenárias manifestações carnavalescas



Manifestações culturais fazem parte do Carnaval de Minas – Crédito: Divulgação/SEC
Enquanto as vias da capital se enchem de foliões em busca de um Carnaval que só cresce, o interior de Minas Gerais exibe a festa com manifestações culturais de grande importância e tradição. Várias delas possuem mais de cem anos, e continuam atraindo turistas graças à beleza de suas fantasias, costumes e brincadeiras que invadem os becos e ruas de nossas belas cidades do interior.
Repletas de cores, bordados, bonecos, máscaras e até mesmo cavalos, essas primeiras manifestações carnavalescas mineiras vão alegrar a folia neste ano. O secretário de Estado de Cultura, Angelo Oswaldo, salienta o peso dessa tradição mineira quanto o assunto é confete e serpentina. “O Carnaval mineiro mantém algumas das mais antigas e originais tradições da grande festa popular do Brasil. Aqui, o carnaval é cultura”.
Conheça abaixo algumas dessas manifestações carnavalescas:
O Cai-N’Água, em Oliveira
O Dominó, um personagem encapuzado lúdico, crítico, romântico, e simultaneamente assustador e receptivo, é o arauto, o anunciador do Carnaval de Oliveira, que comemora 150 anos em 2016.
Essa curiosa figura carnavalesca tem origem em duas festividades religiosas bastante antigas e tradicionais: o Triunfo Eucarístico (Ouro Preto/1733) e o Áureo Trono Episcopal (Mariana/1748). Um século depois, o Dominó foi incorporado às festas populares. A figura é remanescente da concepção original do farricoco da procissão de Braga (Portugal) e de Sevilha (Espanha).
Segundo o pesquisador Marcio Almeida, já em 1549 o padre Manuel da Nóbrega relata em uma carta a procissão que se fazia no Brasil, “mui solene”, quando havia “danças e invenções à maneira de Portugal”.
Em 2013 o bloco Cai-N’Água foi registrado como Patrimônio Imaterial do município, um reconhecimento da importância desta manifestação cultural.

O Carnaval a Cavalo, em Bonfim
Em Bonfim, na região central, os animais aproveitam a festa para sair do cocho. O Carnaval a Cavalo surgiu a partir de desentendimentos numa festa de Cavalhada de Mouros e Cristãos, em 1840. Desde então os cavaleiros mascarados saem em cortejo e fazem evoluções em ritmo carnavalesco, conforme explica Leonardo Maurício, presidente do Clube do Carnaval à Cavalo.
“É uma brincadeira organizada. Cada cavalheiro prepara a sua fantasia de veludo bordado com pedras, mas todos têm que seguir as regras. O arreio tem que estar coberto pela cor vermelha e o cavalo precisa ser enfeitado com flores presas ao coro. Mantemos tudo nos conformes para que não se perca a tradição”.
A Secretaria de Estado de Cultura mantém convênio com o clube, que se consolidou como um Ponto de Cultura. Foram repassados R$ 180 mil para equipar a sede e manter a estrutura e manutenção do espaço, que disponibiliza para a população local máquinas para pesquisa além de cursos de fotografia e cultura popular.
Desfile Sapo Seco – Crédito: Divulgação/Banda do Sapo Seco

O Sapo Seco, em Diamantina
O senso crítico despertado em meados do século XX ao se tratar dos problemas sociais em pleno carnaval remonta à tradição da “Banda Fogosas do Sapo Seco”. Ao longo do tempo e já com o epíteto resumido para “Banda do Sapo Seco”, as sátiras continuaram a ironizar importantes passagens da história de Minas.
Neste ano, o tema remete ao rompimento das barragens em Mariana. “Esse Carnaval traz para as ruas os assuntos que muitas pessoas esquecem nesta época”, conta Wilton Brant, presidente do bloco.
As tradições satíricas tiveram início quando um grupo de folguedos mascarados da família de Elias Sapo Seco utilizava do humor para criticar fatos da Diamantina daquela época. Eles trajavam alegorias e máscaras artisticamente confeccionadas por cada um de seus integrantes.
A partir daí, tornou-se um dos principais motes dos carnavais diamantinenses. O cortejo composto somente por homens “sapos” desfila pelas ruas, tendo à frente um estandarte com os dizeres da bandeira do ano.
Zé Pereira dos Lacaios – Crédito: Divulgação/SEC

O Zé Pereira, em Ouro Preto e Mariana
Desde 1867, o Clube dos Lacaios de Ouro Preto sobe e desce as ladeiras da velha Vila Rica, cadenciando o ritmo do Zé Pereira. Os Cariás são pequenos diabos que arrancam faíscas do calçamento, abrindo caminho para os Catitões, o Português e a Baiana, enormes bonecos à frente da bateria.
Segundo o atual presidente, Arthur Carneiro, a tradição é algo que perpassa gerações. “Há famílias que fazem parte do grupo há várias gerações. Para mim é uma honra poder assumir, aos 20 anos, um dos blocos mais antigos do país, com seus 149 anos”.
A batida do Zé Pereira surgiu naquela época, no Entrudo do Rio de Janeiro, e da corte chegou à capital da província de Minas, graças ao bloco formado pelos empregados do Palácio dos Governadores, que fundaram o Clube dos Lacaios. Em Mariana, o também centenário Zé Pereira da Chácara faz a abertura dos desfiles, com os grandes bonecos na dianteira.
Além dos três bonecos mais tradicionais – o Catitão, Baiana e o Benedito – feitos de papel marchê na década de 50, personalidades ouro-pretanas como Sinhá Olympia, Jair Boêmio, Valdir do Rádio, Ninica e Tiradentes foram recentemente materializados em bonecos em uma oficina do Festival de Inverno. Tocadores de tarol, caixa, surdo e bumbo, acompanhados dos clarins trazem para a cidade barroca as composições próprias e tradicionais do Clube dos Lacaios. (Agência Minas)
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